Marinha confirma mensagem sobre curto-circuito em submarino - Jornal Potiguar

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quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Marinha confirma mensagem sobre curto-circuito em submarino

Água do mar entrou em tanque de baterias, relata o comunicado do comandante do San Juan, desaparecido há 13 dias.


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Imagem Ilustrativa

A Marinha da Argentina confirmou o conteúdo da última comunicação feita pelo submarino San Juan antes de desaparecer. Foi o relato de um curto-circuito provocado pela água do mar em parte das baterias.
Já são 13 dias de buscas. Quase duas semanas de angústia e desespero para 44 famílias, que esperam notícias sobre o destino dos tripulantes do submarino argentino San Juan.

Nesta terça-feira (28), o canal de TV argentino A-24 divulgou a última comunicação do comandante.

A mensagem, enviada ao comando da força de submarinos, avisa que “entrada de água pelo sistema de ventilação no tanque de baterias número 3 provocou um curto-circuito e um princípio de incêndio no balcão de baterias. Baterias da proa fora de serviço”.

O comandante prossegue dizendo que “no momento navegando submerso, com o circuito dividido”. E encerra: “sem novidades de pessoal, manterei informado”.

O sistema de ventilação, conhecido como snorkel, permite ao submarino renovar o oxigênio, remover o hidrogênio gerado pelas baterias e operar os motores a diesel. O snorkel é içado quando o submarino está até 18 metros de profundidade.

O comandante de um submarino brasileiro estranhou o fato de o San Juan permanecer debaixo d’água, apesar do problema relatado pelo oficial argentino.
“Com a bateria desabilitada, o normal seria retornarmos à superfície e demandarmos um porto. Uma baía, um porto, um local seguro porque essa é uma condição precária, de bateria não operando, que exige que se tome prevenções de segurança, que se saia daí e, uma delas, é vir para a superfície. Permaneceria na superfície. Nos parece bastante incomum”, explicou o capitão de fragata Hingst.
Num submarino, as baterias ficam sempre na parte de baixo da embarcação porque são pesadas e assim ajudam a manter a estabilidade. No compartimento da proa, na parte da frente do submarino, embaixo estão 240 baterias. O outro compartimento fica na popa, a parte de trás do submarino, com mais 240 baterias. Nos submarinos brasileiros não há como a água que eventualmente entra pelo snorkel atingir estes compartimentos de bateria.

“No nosso caso não existe nenhuma ligação direta entre o snorkel e as praças de baterias”, disse o comandante Hingst.

A área de buscas foi reduzida para apenas 74 quilômetros quadrados, perto do lugar onde o submarino se comunicou pela última vez.

Se ainda houver oxigênio a bordo quando o San Juan for localizado, as equipes trabalham com duas possibilidades de resgate da tripulação: até 200 metros de profundidade, uma câmara pressurizada é acoplada ao submarino por meio de um guincho, e retira até seis pessoas por vez; se a profundidade for maior, até 600 metros, um minissubmarino pressurizado, movido por controle remoto, é acoplado ao submarino e tem capacidade de resgatar até 18 passageiros a cada viagem. 

Nesta terça-feira, a Marinha argentina dispensou a ajuda de dois dos três navios brasileiros que participavam das buscas e a Força Aérea Brasileira (FAB) também está retirando os seus aviões da região.

Fonte: Jornal Nacional

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