Manifestantes entram em confronto com a polícia em Paris; mais de 100 são detidos - Jornal Potiguar

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sábado, 1 de dezembro de 2018

Manifestantes entram em confronto com a polícia em Paris; mais de 100 são detidos

'Coletes-amarelos' tentaram forçar bloqueio e polícia reagiu com bombas de gás lacrimogêneo na Avenida Champs Elysées.


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Manifestantes que protestam contra o aumento no preço dos combustíveis e a perda de poder aquisitivo entram em confronto com a polícia na Avenida Champs-Elysées, em Paris, na manhã deste sábado (1º). Pelo menos 107 pessoas foram presas, de acordo com os jornais "Le Monde" e "Le Parisien".

Protestos em todo o país reuniram 36 mil pessoas neste sábado, segundo estimativa do primeiro-ministro, Edouard Philippe. Cerca de 5500 manifestantes com "coletes amarelos" fluorescentes (gilets jaunes, em francês) à Champs-Elysées.

Um grupo de manifestantes, encapuzados e mascarados, tentou forçar o bloqueio montado pelas forças de segurança para fazer controles e identificações.

A tropa de choque respondeu com bombas de gás lacrimogêneo e canhões de água. Latas de lixo foram derrubadas e queimadas. O Arco do Triunfo foi tomado por uma nuvem de fumaça.

Os manifestantes que vieram pacificamente para protestar foram pegos no fogo cruzado na avenida. Entre eles, Chantal, uma aposentada de 61 anos que tentava evitar se aproximar da confusão.

Para a aposentada, " Macron deve descer de seu pedestal, entender que o problema não é o imposto, é o poder de compra. Todo mês eu tenho que mexer na minha poupança".

'Coletes-amarelos'
O movimento que tem como símbolo o “colete-amarelo”, que é um peça obrigatória para os veículos franceses, começou em 17 de novembro. Ele conta com o apoio de dois em cada três franceses e uma petição "por uma redução nos preços do combustível" que superou o milhão de assinaturas.

Desconcertado, o governo não consegue dialogar com representantes do movimento que nasceu nas redes sociais, desvinculado de qualquer comando político ou sindical.

Os anúncios feitos esta semana pelo presidente Emmanuel Macron - um dispositivo para limitar o impacto dos impostos sobre o combustível, assim como um "grande diálogo" - não convenceram, segundo a France Presse.

Macron afirmou na quinta-feira (30), em Buenos Aires, onde participa da cúpula do G20, que queria responder à irritação legítima e ao sofrimento de uma parte do povo com "decisões adicionais nas próximas semanas e nos meses próximos", mas que não haverá uma volta atrás.

Sinal de uma revolta social que não diminui, estão previstas manifestações em outras cidades do país, como no emblemático porto de Marselha, e em territórios franceses ultramarinos.

O movimento já começa a ultrapassar as fronteiras da França. Uma centena de 'coletes amarelos' belgas também se manifestaram nesta sexta-feira (30) em Bruxelas.

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