BRUMADINHO, UMA CIDADE INTEIRA DE LUTO - Jornal Potiguar

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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

BRUMADINHO, UMA CIDADE INTEIRA DE LUTO

Brumadinho, uma cidade inteira de luto

Brumadinho, no interior de Minas Gerais, se tornou referência na região por causa da empresa Vale e da proximidade com o Museu do Inhotim, mas desde o desastre há uma semana, quando a barragem da Mina Córrego do Feijão se rompeu, a cidade vive em clima de luto e tristeza.
De acordo com o último balanço, 110 pessoas morreram e 238 estão desaparecidas. As pessoas caminham sem sorrir nem conversar em voz alta, há enterros todos os dias, parte do comércio fechou as portas e até bares e restaurantes se impuseram luto.
A esperança que dominou as pessoas, nos primeiros dias de resgate, cedeu lugar à angústia e ao desânimo. É comum encontrar pessoas que afirmam que querem apenas dar um sepultamento digno para uma vítima ainda desaparecida. No desespero, há quem se aventure pela lama e na mata em busca do parente ou amigo desaparecido, o que é condenado pela Defesa Civil e pelos bombeiros.

Brumadinho vive clima de luto e tristeza (Foto: Reuters/Adriano Machado/Direitos Reservados)
Oitavo dia
As buscas por vítimas do desastre continuam hoje (1°) pelo oitavo dia. O desastre é apontado por especialistas como a maior tragédia humana da história recente do país. Dos 110 mortos, 71 foram identificados por exames realizados pela Polícia Civil. Também há 108 desabrigados e seis pessoas hospitalizadas.
Bloqueios
A Justiça do Trabalho autorizou um novo bloqueio de R$ 800 milhões da mineradora Vale, responsável pela barragem que se rompeu em Brumadinho. A Vale também teve bloqueados, em outras ações, R$ 11 bilhões.

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