Brasil e mais 10 países vetam voos de aviões do modelo que caiu na Etiópia - Jornal Potiguar

Últimas

terça-feira, 12 de março de 2019

Brasil e mais 10 países vetam voos de aviões do modelo que caiu na Etiópia

Acidente com um avião da Ethiopian Airlines foi o segundo em menos de seis meses envolvendo modelo recém-lançado; no Brasil, Gol também anunciou suspensão nos voos com aeronave


Companhias aéreas de ao menos onze países suspenderam de forma temporária a circulação do Boeing 737 Max, após a queda de um avião do modelo no domingo. Reino Unido, Alemanha, França e Irlanda declaram hoje a medida.
Na segunda-feira, 11, a Fundação Procon-SP recomendou que a Gol suspenda de imediato a operação das aeronaves deste modelo. Em nota, a decisão é atribuída a acidentes de perfil semelhante em curto espaço de tempo. “O objetivo da ação é prevenir que ocorram futuros acidentes colocando em risco a vida dos usuários do transporte aéreo”, afirma o Procon-SP em comunicado.
Um total de 68 companhias aéreas e empresas de leasing ao redor do mundo utilizam ou adquiriram o 737 MAX, da Boeing.
De acordo com o site da fabricante, pelo menos quatro empresas na América Latina utilizam ou estão prestes a iniciar voos com a aeronave: Aeromexico, Copa Airlines, do Panamá, Aerolíneas Argentinas e a brasileira Gol.
Empresa
Nesta terça-feira, 12, A Boeing reafirmou a confiança nos padrões de segurança do avião 737 Max. A fabricante diz que tem “total confiança” no jato e que não há razão para mudar instruções dadas às aéreas sobre como operar o modelo. A empresa norte-americana disse entender agências regulatórias que tomam decisões consideradas as mais apropriadas para os mercados locais, mas nota que a Administração de Aviação Federal dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês) não determinou nenhuma ação da Boeing após a queda de dois aviões modelo Boeing 737 Max nos últimos meses.

Europa

No caso britânico, a decisão de cancelar os voos foi anunciada pela agência de regulação de aviação no país e afeta transportadoras europeias, como a Norwegian Air Shuttle e a operadora de viagens TUI AG.
A Alemanha, para justificar o movimento, citou decisões semelhantes em outros lugares, como no Reino Unido.
Anteriormente, China, Indonésia, Austrália e Cingapura também fecharam seus espaços aéreos para o Boeing 737 Max. A Gol informou ontem à noite que determinou uma pausa na atividade desses aviões, o que foi comunicado previamente à Agência Nacional de Aviação Civil, e a Aeroméxico e Aerolineas Argentinas também deixaram de realizar voos com o modelo.

Gol

Única brasileira que possui o modelo em sua operação, o avião é usado pela Gol para voos mais longos, como as rotas para Miami e Orlando, nos Estados Unidos, e Quito, no Equador.  Ela aposta no avião para renovar e modernizar a frota, ganhar eficiência – o modelo consome 15% menos combustível por assento- quilômetro ofertado em relação aos 737 NG – e ampliar a presença internacional.
A companhia tem 135 encomendas dos MAX 8 e 10 com a Boeing e já conta com sete aviões em operação. De acordo com o informado na última divulgação de resultados, a Gol espera terminar 2019 com 24 aeronaves MAX 8, quantidade que deve subir para 34 no encerramento de 2020.

O acidente

O acidente deste domingo, 10, com um avião da Ethiopian Airlines, foi o segundo em menos de seis meses envolvendo o recém-lançado Boeing 737 Max. Este era o mesmo modelo de aeronave que caiu na Indonésia em outubro, matando 189 pessoas. É apenas a segunda vez que um modelo com menos de dois anos de lançamento cai duas vezes: a outra foi em 1952.
Nos dois casos a queda se verificou minutos após a decolagem e não houve sobreviventes. A investigação sobre as causas do acidente continua, mas este mais recente levanta dúvidas quanto à segurança do 737 Max, que passou a ser comercializado pela Boeing no fim de 2017 como um avião econômico em termos de uso de combustível e tecnologicamente mais avançado do que seu popular 737.

Fonte: AgoraRN

Nenhum comentário:

Postar um comentário