OMS defende realização de megafesta em Wuhan: “não devemos culpar as pessoas por quererem viver suas vidas” - Jornal Potiguar

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quarta-feira, 19 de agosto de 2020

OMS defende realização de megafesta em Wuhan: “não devemos culpar as pessoas por quererem viver suas vidas”

 

Foto: STR/AFP

A Organização Mundial de Saúde (OMS) reagiu nesta terça-feira, 18, às notícias sobre a megafesta de sábado na cidade chinesa de Wuhan, onde a covid-19 surgiu no final de 2019, afirmando que cenários semelhantes têm sido registrados em outros países.

“Não devemos culpar as pessoas por quererem viver suas vidas, todos nós queremos viver nossas vidas, todos queremos voltar ao que era ‘normal’. Acho que só precisamos ter certeza de que a informação que está chegando, principalmente aos jovens e às crianças, é que eles não são invencíveis”, afirmou a epidemiologista Maria van Kerkhove, do Programa de Emergência em Saúde da OMS.

Milhares de chineses ignoraram o coronavírus e participaram de uma grande festa de música eletrônica no fim de semana em um parque aquático em Wuhan, o que gerou polêmica nas redes sociais.

Depois de ser submetida a uma quarentena rigorosa de 76 dias entre janeiro e abril, sendo a primeira cidade em que essas medidas foram implementadas por causa do novo coronavírus, a metrópole de Wuhan foi gradativamente retirando as restrições e voltou à normalidade.

O Maya Beach Water Park ficou lotado com os frequentadores dançando aglomeradas, sem usar máscaras. Muitas também tomaram banho de piscina, sem manter o distanciamento. O parque aquático reabriu as portas em junho e sua capacidade está limitada a 50%, segundo a imprensa local, mas reduziu o preço da entrada em 50% para mulheres.

As imagens da festa provocaram críticas, no momento em que a pandemia já infectou quase 22 milhões de pessoas no mundo e o número de mortos se aproxima dos 800 mil.

Embora o vírus tenha surgido na China, o país conseguiu controlar a pandemia e agora tem apenas algumas dezenas de novos casos ao dia, segundo dados oficiais. Muitos chineses continuam limitando suas viagens e usando máscaras em espaços públicos, mas em Wuhan, que não tem registrado mais nenhum caso e cujos moradores foram testados, está tentando retomar a economia, muito enfraquecida pelos efeitos da epidemia.

Estadão Conteúdo

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