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Prefeitura libera shows, teatros, congressos e outros eventos em Belo Horizonte

Nova flexibilização entra em vigor a partir deste sábado (3). Secretários justificaram medida dizendo que indicadores estão favoráveis, como a ocupação de leitos e a taxa de transmissão da Covid.

A prefeitura de Belo Horizonte anunciou, nesta quinta-feira (1º), que vai liberar eventos e mais atividades na cidade. A decisão foi justificada pela redução nos indicadores da Covid-19, que ganhou força com a vacinação.

Serão liberados eventos, teatros, eventos sócio-culturais, de frequência esporádica, com protocolo que será detalhado posteriormente no portal da prefeitura. A publicação do decreto com a formalização será no sábado (3), data em que esta nova flexibilização entra em vigor.

Além disso, comércio não-essencial vai poder reabrir aos domingoscomo o prefeito Alexandre Kalil (PSD) já havia sinalizado nesta semana.

Outra novidade é que bares e restaurantes, que já estão funcionando, poderão também ter música ao vivo, com os mesmos protocolos de antes. Os espaços kids, para recreação das crianças, passam a ser permitidos nesses locais pela primeira vez desde o início da pandemia.

Shows e teatros serão com público sentado, com limite de 600 pessoas. Se este show ou teatro tiver alimentação ou bebida, terá limite de 400 pessoas.

No caso de cinema, museu e galeria, o funcionamento seguirá as regras do ano passado, com 50% de sua capacidade, obedecendo critérios de metragem quadrada por pessoa.

Eventos sem cunho comercial, como festas de aniversários e casamentos, serão autorizados, desde que com testagem obrigatória.

Todos os eventos precisarão ser comunicados à prefeitura, mesmo aqueles que estão sendo realizados em locais com alvará.

A partir do dia 1º de agosto, feiras e congressos também serão liberados, com limite de 600 pessoas por evento. Caso haja demanda de evento maior, será analisado tecnicamente.

Otimismo, vacinas, liberação das máscaras e Carnaval

O secretário de Saúde, Jackson Machado, justificou a nova flexibilização pelos indicadores que monitoram a pandemia na capital, que estão mais favoráveis. Mas ressalvou que a pandemia "está longe de acabar".

"A pandemia está longe de acabar. A vacinação espero que permita que a gente tenha proximidade do que a gente achava que era normal antes da pandemia. Mas por enquanto, vamos manter as medidas todas de proteção com muita responsabilidade, para que não tenhamos que parar de novo", disse Machado.

De acordo com ele, o índice de transmissão por infectado, RT, está em 0,89. A taxa de ocupação de leitos de terapia intensiva está em 65,1% e de enfermaria em 49,1%.

Quanto à vacinação, Belo Horizonte tem 1.094.693 pessoas vacinadas com a primeira dose, ou seja, 53,7% do público-alvo. Com a segunda dose, são 423.096 pessoas, o que corresponde a 20,8%.

“Estes números explicam por que estes índices, taxas de ocupação, estão caindo desta forma tão importante e que nos alegra. Por causa desta queda, o Comitê decidiu pela liberação de eventos”, disse o secretário de Saúde.

O infectologista que é integrante do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 Unaí Tupinambás se mostrou otimista, mas preocupado com a variante delta, que surgiu na Índia e está se espalhando pelo mundo.

"Temos que vacinar rápido, manter distanciamento social, uso da máscara, lavação de mãos e, claro, seguir rigorosamente o protocolo sanitário, que é redução de danos isso, tentando normatizar uma atividade que estava acontecendo. Estou com esperança que no final do ano nós tenhamos uma situação menos dramática", afirmou.

Perguntado se haverá um momento em que as pessoas poderão deixar de usar máscaras, como nos Estados Unidos, Machado criticou a falta de informações por parte do estado sobre distribuição de novas doses de vacinas.

"É impossível dizer, porque até agora não recebemos informação de quantas doses serão disponibilizadas para Belo Horizonte, na remessa que chegou ontem. Se chegarem a BH 240 mil doses, conseguiremos vacinar até 40 anos. Mas quando vai chegar, não sei", falou.

O ritmo da vacinação também deve ditar o carnaval no próximo ano, segundo o secretário. “Se a gente tiver a vacinação adequada das pessoas, é possível que haja”.

Fonte: G1

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