Crianças e adolescentes representam 2,5% das internações e 0,34% das mortes no país hoje. Após 5 estados e DF, esforço nacional começa

Eles representam quase 25% da população brasileira e, para a comunidade médico-científica, esse grupo é essencial para o país atingir a imunidade de rebanho, ou seja, quando a proteção coletiva consegue frear o avanço da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

Apesar de não representarem o maior volume de hospitalizações e de casos graves desde o início da pandemia, crianças e adolescentes respondem por 2,5% das internações e 0,34% das mortes até agora, segundo projeções do presidente do Departamento Científico de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Renato Kfouri.

Para o leitor ter dimensão de como esse público é impactado pela Covid-19, de acordo com a estimativa de Kfouri, foram mais de 520 mil internações e cerca de duas mil mortes.

“Um fator é a não desprezível carga da doença para esse público”, alerta o especialista em entrevista ao Metrópoles. Além disso, a proteção desse público ajudará a diminuir a circulação da variante Delta, considerada mais contagiosa.

O médico diz mais. Com a vacinação desse público, o Brasil dará um passo importante para conseguir diminuir a velocidade de transmissão do coronavírus. “Só a Covid-19 matou mais que todas as outras doenças preveníveis por vacina juntas. É uma armadilha contra a qual precisamos ter cuidado”, frisa.

A recomendação do Ministério da Saúde é que para esse público a campanha comece nesta quarta-feira (15/9). Contudo, cinco estados e o Distrito Federal decidiram antecipar a vacinação para a faixa entre 12 e 17 anos. Cerca de três milhões de pessoas dessa faixa etária já receberam a primeira dose da vacina.

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