Julio Croda, que concedeu entrevista ao jornal O Globo, é pesquisador da Fiocruz e presidente da SBMT


O fim da pandemia de Covid-19 pode estar cada vez mais próximo, segundo o infectologista Julio Croda, que também é pesquisador da Fiocruz e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT). "Vamos entrar numa fase endêmica, com períodos sazonais epidêmicos, como já acontece com a gripe e a dengue, por exemplo", disse em entrevista ao jornal O Globo.

No material, publicado nesta quarta-feira (23), o também professor da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), acredita que ainda haverá o impacto da doença no Brasil, mas que ele será diferente após a passagem do pico da Ômicron.

"Significa que esse impacto vai ser menor a ponto de não ser necessário medidas restritivas tão radicais e eventualmente até a liberação do uso de máscaras, que é uma medida protetiva individual. Isso se deve justamente pelo avanço da imunidade coletiva da população mundial", confirmou ao jornal

.ANÁLISE DO MINISTÉRIO

O tema entra em consenso com a análise que o Ministério da Saúde deve realizar em breve no Brasil, com a passagem do período de Carnaval.

Segundo Rosana Leite de Melo, secretária de Enfrentamento à Covid-19 da pasta, o debate sobre pandemia ou endemia deve ocorrer nas próximas três ou quatro semanas, junto com gestores, Conass e Conasems.

O assunto surge em meio às restrições abandonadas em outros países, que já superaram parte do pico da nova variante da Covid-19.

Conforme Julio Croda, o cenário positivo pode acontecer no país ainda este ano, mas também deve caminhar de forma diferente em cada região.

"Acredito que ainda nesse primeiro semestre a gente tenha uma situação mais favorável, que seja possível de alguma forma, declarar que não estamos mais em emergência de saúde pública, por exemplo. O número de hospitalizações e óbitos é que vai determinar o impacto sobre o serviço de saúde", disse ainda na entrevista ao O Globo.

VACINAÇÃO

O que pode definir o cenário dos próximos meses no Brasil é a taxa de vacinação em cada estado. No Ceará, por exemplo, a cobertura do esquema básico está em 88,5%.Entretanto, os números preocupam por conta das discrepâncias entre as cidades. Atualmente, 43 municípios possuem cobertura vacinal abaixo dos 80%.

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